Eu te entendo e te vejo muito insatisfeita. A cara enterrada
no sofá. O vestido de princesa não te veste. Não sacia, não
serve. Eu sei. Eu tô fazendo a mesma coisa de novo. Desculpa, eu não
queria. Tu sentes a minha raiva, e eu
sei disso também. Mas não esquece que eu estou tentando ir lá naquela cena.
Resgatar a confianca de ser quem se é. Entrar no carro, de maiô e confiar na
passageira do lado, que canta, dança, fecha os olhos, se sacode e ri igual
a mim. Era minha amiga, talvez meu retrato, mas estava ali dando a confiança
que eu precisava para ser quem se é. E o coração se encheu de amarelo. Era
eu. Vou te resgatar. Pode durar mais tempo, pode ser que eu te engane de novo,
pode ser tanto, mas estou aqui e te vejo. Confia. Eu estou aqui.
Podia ser Segunda Surpresa, Terça em Pé ou a Pé, Quarta da Faxina e Quinta Gelada, mas ficou Sexta Sem Choro. Uma simples metáfora do medo.
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