terça-feira, 15 de abril de 2008

Aniversários comemorados são melhores



Nada mais complicado do que fazer aniversário numa segunda-feira. A comemoração é meio borocochô, já que reunir o todo o pessoal para uma festa ou para uma cerevjinha dá muito rabalho. Para festa, não tenho grana, assim como todo mundo real. E outra: segunda-feira? Todo mundo tá ressaqueado por causa do fim de semana, e com aquela depressão clássica da segunda-feira. É o dia mais desempolgado da semana porque todo mundo sabe que ainda faltam cinco dias para a próxima folga. Sem dúvida, segunda é um dia morto para grandes festas. Mas, pois bem, meu aniversário caiu numa segunda-feira este ano, e embora eu esteja reclamando da segunda-feira, foi ótimo.
A explicação deve ser porque simplesmente eu adoro fazer aniversário. E sabe por quê? Minha mãe. Ela me deu graaandes festas. Desde pequena, 14 de abril, eu já sabia, era o único dia do ano que eu mandava, tudo era do meu jeito, todos atendiam meus desejos e a melhor festa era, definitivamente, a minha. Tinha de tudo...balão, bolo enorme, muitos docinhos, salagadinhos, gelatina, cachorro-quente, decoração inédita, muitos amigos, família inteira, roupa nova e música. Todos meus aniversários, até os doze anos pelo menos, foram muito ostentosos. Depois disso ficou difícil entender que 14 de abril era um dia qualquer. A data continua sendo minha, eu continuo querendo que tuuudo seja especial. Esse ano não foi diferente. Teve balão, pratinhos coloridos, roupa nova, velinhas e bolo. Levei um baile para comprar o pão-de-ló, mas acabei achando e as duras penas, e o enfeitei como queria: cobertura de brigadeiro e recheio de doce de leite. Nem todo mundo que eu gostaria estava comigo, e os que estavam não entendiam o estardalhaço.

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